OUT

17

2016

Gestão e Economia

Bruno quita dívida com a União e mantém realizações na cidade

Apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas nos últimos tempos, a administração Bruno Siqueira conseguiu quitar a dívida do município com a união, herdada de gestões anteriores, que, em janeiro de 2013, era de R$ 23 milhões. Isso foi possível a partir da gestão eficiente, adotando um perfil de austeridade, sem contrair novas dívidas e pagar regularmente as parcelas. No primeiro trimestre de 2016 foi feita a quitação integral do débito. 


Sétima colocada em eficiência no Brasil entre as cidades com mais de 500 mil habitantes, segundo o jornal Folha de S. Paulo, Juiz de Fora teve, nos últimos quase quatro anos, uma Administração marcada por fazer mais com menos. Recebendo apenas em torno de 7% de toda a arrecadação tributária nacional, conforme o Impostômetro, os municípios têm se desdobrado na missão de manter as cidades em ordem. O cenário de grave crise financeira nacional fez com que o bolo tributário ficasse ainda menor. Consequentemente, menos recursos são enviados aos municípios. 


De janeiro a agosto de 2016, houve uma diminuição em 7% nos repasses dos governos estadual e federal, se comparado ao mesmo período de 2015. A maior queda foi no Fundo Municipal de Saúde (FMS), que registrou queda de 17%. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) vem na sequência com 7% a menos de recursos para as cidades. 


“Muitas cidades e estados não se prepararam para esse cenário. Servidores ficaram sem receber salários corretamente em inúmeros municípios. Aqui em Minas, por exemplo, os professores da rede estadual e policiais estão tendo seus salários parcelados. Em Juiz de Fora, embora tenhamos tido uma enorme diminuição nos repasses dos governos, conseguimos realizar obras e ações, manter os serviços funcionando e pagar os salários dos servidores em dia, inclusive com reajustes anuais”, explica Bruno.


Por sua vez, em Juiz de Fora houve um crescimento de 56% na arrecadação com à Lei de Anistia, sancionada em 2015 pelo prefeito Bruno Siqueira. Com a legislação, contribuintes em dívida ativa com o Município puderam regularizar suas situações com descontos de até 100% nos juros. “Precisávamos de uma solução para aumentar a arrecadação em 2015 sem aumentar as taxas municipais. Foi com esse objetivo que colocamos em prática a Lei de Anistia. Um programa que renegociou as dívidas do cidadão com o município, seja em multas, taxas ou IPTU”, destacou Bruno.


Ainda segundo ele, era necessário olhar para todos os gastos que a Prefeitura tem e analisar o que poderiam ser cortados, sem que isso impactasse na vida do cidadão. Neste sentido, foi criado o Comitê Gestor, um conselho formado por servidores de carreira e secretários que possuem grande experiência na gestão pública, e que por isso poderiam avaliar cada gasto empenhado em cada secretaria e excluir aqueles que não eram necessários. “Gastos com papel, viagens, automóveis, uso de eletricidade nos prédios públicos, publicidade e até buffet de eventos foram reduzidos para a real necessidade. Dessa forma, sendo consciente com os gastos e estimulando em cada secretaria a economia, conseguimos economizar quase R$ 40 milhões”, ressaltou.